Calamidade
• Mesmo com decreto de calamidade em saúde em vigor e após firmar compromissos formais com órgãos de controle, a Prefeitura de Goiânia não conseguiu resolver problemas considerados emergenciais na rede municipal, segundo auditorias do Tribunal de Contas dos Municípios.
Fiscalização
• Entre fevereiro e março, o TCM vistoriou 94 unidades de saúde da capital e identificou centenas de irregularidades.
• Após o relatório inicial, a prefeitura assinou um plano de ação prometendo resolver os problemas mais graves ainda em 2025.
• Em nova inspeção, realizada em novembro em 51 unidades, os fiscais constataram que as falhas mais básicas continuam.
Insumos
• Medicamentos essenciais como dipirona em gotas, buscopan, benzetacil, gases e ataduras seguem em falta em grande parte das unidades.
• O TCM apontou que itens que deveriam estar regularizados desde agosto não foram repostos.
• A Secretaria Municipal de Saúde atribuiu o problema a pendências com fornecedores da gestão anterior e prometeu normalização no próximo mês.
Estrutura
• As auditorias encontraram unidades com maçanetas quebradas, ar-condicionado sem funcionamento, torneiras mal instaladas e banheiros sem itens básicos.
• Salas de espera apresentam cadeiras rasgadas, bancos sem encosto e estruturas com ferro exposto.
• Pacientes relatam demora no atendimento, exames não realizados e necessidade de comprar materiais fora das unidades.
Profissionais
• O TCM identificou déficit de técnicos de enfermagem, farmacêuticos e auxiliares administrativos.
• Salas de vacinação permanecem fechadas ou funcionam apenas em meio período por falta de reposição em férias e afastamentos.
• A Secretaria afirma ter ampliado pontos de imunização e contratado cerca de 100 profissionais, mas reconhece que ainda há unidades sem cobertura plena.
Avaliação
• Diante da permanência das falhas, o TCM se posicionou contra a prorrogação do decreto de calamidade em saúde.

















