• “Tá tudo errado”
Na rádio CBN, a jornalista Fabiana Pulcinelli analisou o Fundo de Estabilização do Estado de Goiás (FEG) e afirmou que o discurso oficial do governo Caiado não se sustenta. Segundo ela, o fundo anunciado com grande repercussão nacional simplesmente está zerado, apesar de toda a propaganda feita no início do ano.
• Anúncio político
Fabiana relembrou que, em maio, o governador convocou entrevista coletiva, falou em “vacina contra o vírus do governo Lula”, atacou gestões anteriores e apresentou o fundo como símbolo de responsabilidade fiscal. O anúncio teve ampla divulgação e foi tratado como vitrine de Goiás para o país.
• Promessa, “apenasmente”
O FEG foi incluído na Constituição Estadual e regulamentado por lei complementar na Assembleia Legislativa daquele “modelo” que você já sabe.
O texto previa aporte inicial de R$ 4 bilhões, além de depósitos anuais obrigatórios de parte do superávit, a serem feitos, de forma expressa, até o fim de junho. Também previa uso de recursos de concessões e alienações.
• Saco vazio
Ao acompanhar os dados no Portal da Transparência, Fabiana constatou que o fundo nunca recebeu recursos.
Relatórios do próprio governo passaram a indicar déficit orçamentário, enquanto o dinheiro que existia foi utilizado em outras despesas.
• “Mudando o que já mudamos! Tenho dito”
Diante do risco de sanções por descumprir a própria lei, o governo enviou novo projeto à Assembleia. O texto retira o aporte inicial, reduz o percentual anual e elimina prazos obrigatórios. Na prática, o fundo segue sem dinheiro e o governo evita punições.
• Delírio fiscal?
Ao comparar o anúncio com a realidade atual, Fabiana Pulcinelli resumiu: quando se olha o que foi prometido e o que restou, “fica um delírio”. Responsabilidade fiscal ou propaganda? “Tá tudo errado”, concluiu Fabiana no Papo Político da CBN.

















