• Jaguncismo no humor
O gabinete do ódio do governo Ronaldo Caiado tem até humorista. Seus tentáculos não se limitam apenas aos sites que recebem dinheiro público para atacar adversários políticos de Caiado.
O esquema é atribuído a dois nomes: o secretário de Comunicação, Gean Carlo Carvalho, apontado como quem controla verbas, contratos e fluxos de informação, e o superintendente de Imprensa, Filemon Pereira Miguel, descrito como executor operacional da produção e distribuição de conteúdos de interesse eleitoral.
Eles também se estendem à piada. Por trás do riso forçado, surgem garras afiadas. E é aí que entra Lauro Ferreira, humorista de gosto duvidoso, cuja atuação nas redes sociais mistura sátira rasa com ataques pessoais disfarçados de entretenimento.
• Farra do dinheiro público
Lauro Ferreira construiu audiência com imitações fracas, incluindo uma caricatura pobre do ex-prefeito Iris Rezende, distante do talento e da elegância que marcaram o humor do folclórico Delesmano Alves.
Seus vídeos no Instagram, com montagens toscas e roteiros não ultrapassam a quinta série, mas seu jaguncismo tem valor: contratos de shows na Secretaria da Retomada e anúncios pagos pelo gabinete do ódio, via Comunicação, por Gean e Filemon.
Em um cenário de hospitais lotados e unidades de saúde sucateadas, o uso de recursos públicos para bancar “humor político” provoca indignação.
• Ataques políticos?
Qual seria, afinal, o papel de Lauro Ferreira nesse ecossistema? Massacrar Marconi Perillo (PSDB), com vídeos falsos, falas inexistentes e difamação.
Na verdade, ninguém está interessado no site Lauro Ferreira, mas o anúncio do governo de Goiás está lá, no topo, em banner especial.
O que o gabinete do ódio exige do rapaz é que ele suje suas mãos com material eleitoral criado para destruir reputações, extrapolando qualquer limite do humor político, e claro, mamando nas tetas públicas, como bom bezerro que sempre foi. Entenda como piada, não queremos ofender os bezerros.

















