• Rodízio mortal
Após sucessivos episódios de superlotação no Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo) e no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) adotou um “rodízio” que fecha, por uma semana, a demanda espontânea de hospitais estaduais em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis.
Isso mesmo: portas fechadas para quem chega em urgência. A justificativa oficial é “dar vazão a cirurgias”. Mas quem responde pelo risco imediato a quem fica do lado de fora?
• Negação básica
O caso ganhou contornos dramáticos quando o padre Luiz Augusto relatou que a Associação Santa Teresinha do Menino Jesus acolheu uma paciente abandonada após negativa de atendimento no Hugo.
O hospital é administrado pela Organização Social Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, sob supervisão do governo Ronaldo Caiado. Fechar portas em urgência é política pública ou triagem pela escassez? Quem decide quem espera — e quem não pode esperar?
• Modelo bilionário?
Enquanto pacientes enfrentam negativas, Organizações Sociais (OSs) — muitas associadas ao modelo defendido por Henrique Mandetta, ex-ministro de Jair Bolsonaro que o traiu na Covid-19 — seguem recebendo contratos milionários.
A pergunta é inevitável: há racionalidade clínica ou uma gestão que prioriza planilhas? A lógica não lembra experiências históricas de desumanização do cuidado, onde nazistas definiam quem deveria ser atendido e quem deveria ser colocado à margem. Comparações são duras, mas a realidade também é.
O médico Ronaldo Caiado é o pior governador que Goiás já viu especialmente na Saúde. Fechar as portas e negar atendimento não é e nunca foi solução para enfrentar filas de espera.

















