• Encenação política
O episódio público de atrito entre Sandro Mabel (UB) e Ronaldo Caiado (UB) tem menos de conflito real e mais de cálculo eleitoral.
Em Goiás, a leitura que circula é simples: a encenação serviria para não contaminar o vice-governador Daniel Vilela (MDB), candidato apadrinhado por Caiado.
Uma briga combinada para “queimar etapa” e afastar a baixa avaliação do prefeito do palanque estadual.
• Pesquisa conveniente
A divulgação recente de levantamento do Atlas Intel — instituto com trânsito livre no governo Caiado — colocou Mabel entre os cinco piores prefeitos de capitais.
Há um ano, Caiado mandaria castrar o Atlas Intel por traição. Agora o resultado circula livremente pelos ares…
O dado, amplamente repercutido, cai como luva para justificar o distanciamento tático. Aí uma briga planejada no transporte público vira motivo de “rompimento”. Fala sério!
• Goiânia sofre na mão de Mabel
Goiânia sente no dia a dia o resultado de contratos parasitas e sem licitação; da gestão que inventou a própria calamidade financeira. Do descaso com a saúde municipal, da sujeira persistente, do IPTU cada vez mais caro, da perseguição aos feirantes e da criação taxas. O desmanzelo administrativo e a incompetência de Mabel estão matando a capital.
• Quem conhece Mabel não vota em Daniel
Apesar do roteiro ensaiado, o eleitor percebe o fio que une os três: Mabel, Caiado e Daniel caminham no mesmo “sistema” e o sistema é foda.
A tentativa de separar imagens pode render manchetes, mas apaga a memória do cidadão? Em Goiânia, quem se decepcionou com Sandro Mabel não vai “jogar o voto fora” com Daniel só porque Caiado quer.
O café no Palácio esfriou e agora já tem gente com coragem suficiente, dentro do próprio Palácio, para mandar Caiado, Gracinha e o escambau para Pindamonhangaba.
Cristiano Silva
Editor

















