• “É pra comprar!”
O governo Caiado enviou para a Assembleia um ajuste no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 que elevou em R$ 24 milhões o bolo de emendas, que ganhou o rótulo de “extras”.
A denúncia que circula nos corredores da Assembleia deveria despertar a curiosidade do zeloso Ministério Público de Goiás: o movimento serviria para cooptar deputados da oposição, especialmente do Partido Liberal (PL), e alinhá-los ao projeto eleitoral do vice-governador Daniel Vilela (MDB). Não é um debate técnico, mas policial.
• “Toma lá e da cá”
Nos bastidores, a leitura é clara: quem “aderir” ao palanque governista teria acesso facilitado às emendas. Ou seja: dinheiro público sendo usado como isca para pescar deputado.
A prática, se confirmada, desvirtua o papel das emendas — criadas para atender políticas públicas — e transforma o orçamento em moeda de troca eleitoral.
• Cabresto
O deputado estadual delegado Eduardo Prado (PL) classificou o aumento como “pagamento de cabresto” e acionou o Ministério Público.
O parlamentar disse que a manobra fere princípios de legalidade e isonomia, além de contaminar o processo democrático. Padrão Caiado. Uma vergonha!

















