• Berço esplêndido
Circulam em Jataí (GO) relatos de bastidores de que após a morte de Maguito Vilela, a fazenda da família — tradicional produtora de leite — teria sido desmobilizada.
Segundo essas versões, o herdeiro, Daniel Vilela vendeu tudo: “até os mourões e curral”, disse um morador.
A pergunta que se impõe é direta: se nem um patrimônio familiar teria sido preservado, como confiar capacidade de gestão pública nas mãos de Daniel Vilela?
• Herança política
A trajetória de Daniel Vilela sempre esteve ligada ao peso político do pai: de jogador fracassado do Goiás Esporte Clube a deputado, tudo foi aos empurrões de Maguito.
Após a morte do pai, o que se viu foi uma mudança brusca de rumo: o antigo discurso de oposição foi abandonado e Daniel se acomodou debaixo da asa de seu adversário, Caiado. Não deu conta de administrar a oposição que estava em suas mãos.
• Vendeu o Serra Dourada
Como vice-governador, Daniel participou de decisões que seguem sendo questionadas, como a concessão do Estádio Serra Dourada.
O governo anunciou investimento de cerca de R$ 14 milhões na modernização da iluminação. Pouco depois, a concessão do estádio foi firmada por aproximadamente R$ 10 milhões.
A conta não fecha: apenas nessa etapa, o prejuízo direto estimado seria de R$ 4 milhões aos cofres públicos. Sem contar o prejuízo real da obra e o terreno, ninguém compra tudo aquilo por R$ 10 milhões. Fala sério!
Pergunta: Goiás pode entregar o comando do Estado a alguém que ainda não conseguiu provar sua capacidade administrativa?
Cristiano Silva
Editor

















