• Contrato na calada
Fechar contrato para pintar asfalto nunca foi tão rentável como agora na administração de Sandro Mabel (UB). Basta entregar uma Ata de Registro de Preço e faturar uma grana preta. E é exatamente isso que uma empresa do interior de São Paulo, com ficha questionável, está fazendo em Goiânia, ao arrepio da fiscalização do Ministério Público.
Enquanto o prefeito prega religiosamente um tal aperto nas contas e “calamidade financeira”, a Prefeitura de Goiânia caminha na direção contrária. Isto é uma vergonha.
A gestão decidiu recontratar, sem licitação, uma empresa de sinalização viária por R$ 13,3 milhões — a mesma que já teve contrato questionado e barrado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).
• Velha malandragem
A empresa Jardiplan já havia sido contratada em 2024 por R$ 30,8 milhões. Em 2025, a prefeitura tentou um contrato ainda maior, de R$ 167 milhões, mas o TCM barrou por irregularidades. Agora, mesmo com o histórico recente, a solução escolhida foi dispensar a licitação e atropelar tudo. Tem caroço nesse mingau.
• Calamidade
A justificativa oficial aponta urgência na sinalização. Mas a pergunta que fica é simples: se existe calamidade financeira, e uma empresa que estava trabalhando, mas foi boicotada, por que fechar contratos desse tamanho sem concorrência? Qual a coerência nisso, Mabel?
Calamidade costuma significar cortar gastos, rever prioridades e dar transparência — não assinar acordos milionários “na calada”.

















