• O que aconteceu?
Em 2025, o Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) já tinha ligado o sinal vermelho. Um contrato da Prefeitura de Goiânia para sinalização viária foi suspenso por forte indício de sobrepreço, superior a R$ 9,7 milhões, envolvendo uma empresa de São Paulo e sem licitação, via adesão de ata.
Agora, o prefeito Sandro Mabel reaparece com a mesma empresa, muda pouco o valor e tenta empurrar o negócio outra vez. A pergunta é direta: o que mudou? Praticamente nada.
• De grão em grão, sem licitação
O modelo é o mesmo que o TCM já questionou: adesão de ata, dispensa de licitação e cifras altas. Em 2024, a empresa Jardiplan já tinha contrato de R$ 30,8 milhões.
Em 2025, a Prefeitura tentou ampliar para algo em torno de R$ 167 milhões, mas o Tribunal barrou. Agora, volta com um contrato de R$ 13,3 milhões, mas com a mesma lógica. Em Goiânia, pintar asfalto virou negócio milionário.
• Sobrepreço apontado
Na análise anterior, o TCM identificou que a minuta do contrato chegava a R$ 100,8 milhões, com pagamento R$ 9,7 milhões acima do valor de mercado. Mesmo assim, a gestão insiste. Tudo isso enquanto o prefeito fala em “calamidade financeira” e aperto nas contas. O discurso é de crise, mas a prática é de contrato gordo.
• Alô Humberto Aidar
Agora, o caso está nas mãos do conselheiro Humberto Aidar. O alerta é claro: trata-se da mesma empresa, do mesmo método e de um histórico recente já considerado irregular. Cabe ao Tribunal decidir se Goiânia vai virar almoço dessa gente ou não.

















