• Conta não fecha
Criada pelo governo de Ronaldo Caiado, e recebida como facada nas costas, a taxa do agro já arrecadou R$ 2,7 bilhões desde 2023. Só em 2025, entraram R$ 894 milhões.
No papel foram prometidas 70 obras. Na prática, apenas 4 foram entregues. É pouco para quem cobrou tanto do produtor rural.
• Promessa vazia
O mais grave: essas 4 obras consumiram R$ 475,5 milhões. Quase meio bilhão para entregar quatro projetos.
Se essa média fosse mantida, o dinheiro não daria para cumprir as 70 promessas. A pergunta é simples: quem aprovou a taxa não deveria cobrar resultados? Com a palavra, a Assembleia Legislativa. Pergunte ao seu deputado.
• Custo alto demais
Com esses números, cada obra beira R$ 100 milhões. Multiplique por 70 e a conta explode.Por que custa tanto? Falta transparência. Episódios recentes levantam dúvidas sobre preços inflados em parcerias e contratos, como em Pires do Rio, onde o prefeito denunciou um sobrepreço de 5 vezes no valor final do Anel Viário.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu liminar para suspender duas leis aprovadas na Assembleia que autorizavam repasses de recursos sem licitação para uma Organização Social Civil manjada, criada dentro do Palácio. Se não fosse isso essa grana do Agro teria evaporado.
E assim o governo Caiado caminha para a última cena de um governador. Ainda bem que apenas conseguiu trair o Agro, mas foi impedido de meter a mão na grana em obras sem licitação. Tomara que o Ministério Público queira fiscalizar de perto as 4 obras que custaram quase meio bilhão de reais.

















