Farra
• A Assembleia Legislativa de Goiás encerrou 2025 com um novo recorde no número de cargos comissionados, chegando a 5.712 servidores de livre indicação política. O crescimento acelerado ocorreu no ano pré-eleitoral e resultou em um gasto de R$ 464,9 milhões com a folha de pagamento, impulsionado pela ampliação de vagas nos gabinetes parlamentares e na estrutura administrativa da Casa. Os dados foram levantados pelo Jornal O Popular.
Expansão contínua
• O número de comissionados aumentou de forma praticamente mensal ao longo de 2025, com a criação de 583 novos postos apenas no último ano.
• Desde o início da atual gestão Bruno Peixoto (UB), em 2023, o total de nomeações políticas cresceu 65%, saltando de 3.733 para mais de 5,7 mil servidores.
• O limite de assessores por gabinete foi ampliado progressivamente, chegando a até 120 cargos por deputado estadual.
Desequilíbrio funcional
• A quantidade de comissionados passou a representar cerca de 17 vezes o número de servidores efetivos da Assembleia.
• Enquanto os cargos políticos avançaram, o quadro de concursados encolheu, passando de 336 no início do ano para 323 em dezembro.
• O cenário tem sido monitorado pelo Tribunal de Contas do Estado, e uma denúncia sobre excesso de comissionados foi encaminhada ao Ministério Público, sem avanço até o momento.
Impacto
• A despesa mensal com pessoal subiu R$ 3,7 milhões em 12 meses, saindo de R$ 36,6 milhões em janeiro para R$ 40,3 milhões no fechamento do ano.
• Mesmo com a elevação dos gastos, a Alego afirma manter os índices dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
• A criação de novos cargos, mesmo com salários menores, gerou despesas adicionais com benefícios, como o auxílio-alimentação.
• A atual gestão também ampliou estruturas políticas, verbas indenizatórias e despesas operacionais, incluindo frota própria e novos itens ressarcíveis.

















