• Cenário nacional
O MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido do vice-governador Daniel Vilela, discute nos bastidores a possibilidade de lançar a ministra do Planejamento, Simone Tebet, como candidata a vice-presidente na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.
A movimentação ganha força diante da tendência de que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB – Partido Socialista Brasileiro), dispute uma vaga ao governo ou ao Senado por São Paulo.
• Nova composição
Com a possível saída de Alckmin da vice, o MDB passou a defender internamente que a vaga seja ocupada por um emedebista, como forma de garantir apoio nacional ao projeto de reeleição de Lula.
Nesse cenário, Simone Tebet surge como um dos principais nomes, ao lado do ministro dos Transportes, Renan Filho, e do governador do Pará, Helder Barbalho.
• Impacto em Goiás
Essa configuração nacional complica ainda mais o projeto político de Daniel Vilela em Goiás. Caso o MDB feche aliança formal com Lula, fica praticamente inviável qualquer tentativa de composição com o PL (Partido Liberal) e com o bolsonarismo, que são oposição direta ao governo petista.
• Contraste político
No último sábado, durante evento em Iporá (GO), o presidente estadual do PL, Wilder Moraes, foi categórico ao afirmar que é pré-candidato ao governo de Goiás pela direita e que não caminha com o MDB, justamente por enxergar o partido mais alinhado à esquerda. A possível indicação de Simone Tebet como vice de Lula reforça esse abismo político.
• Palco estadual
Na prática, caso a aliança nacional MDB–PT se consolide, Daniel Vilela terá de subir no palanque de Lula em Goiás, o que dificulta qualquer discurso de aproximação com setores da direita.
Isso redesenha completamente o tabuleiro eleitoral no estado e empurra o MDB para um campo político oposto ao PL.

















