sexta-feira , 6 março 2026
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Cinco pessoas são indiciadas por morte de homem eletrocutado no pré-carnaval de Goiânia

Responsabilização

• A Polícia Civil de Goiás indiciou cinco pessoas por homicídio culposo pela morte de Nero Martins Costa, de 65 anos, ocorrida durante o pré-carnaval, no dia 22 de fevereiro de 2025, em Goiânia. A vítima, moradora de Brasília, morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto suspendia a fiação da Avenida 85 para a passagem de um trio elétrico do Bloquinho AE.

Investigação

• O inquérito foi conduzido pela Polícia Civil de Goiás e concluiu que o acidente era previsível e poderia ter sido evitado.

• Segundo a apuração, o caminhão utilizado no evento não possuía altura compatível com a fiação existente na via.

• A polícia também apontou que Nero utilizava equipamento de proteção inadequado, portando apenas uma luva de couro.

Indiciados

• Entre os indiciados estão o motorista do caminhão envolvido, o responsável pela empresa proprietária do veículo e três sócios do bloco carnavalesco.

• A Polícia Civil entende que houve falhas no planejamento e na execução da operação para a passagem do trio elétrico.

• Nenhum contato prévio foi feito com a concessionária de energia para acompanhamento do trajeto.

Função da vítima

• Em depoimento, os sócios do bloco afirmaram que Nero exercia função de serralheiro e soldador.

• Segundo os organizadores, ele não teria autorização para subir no trilho e manusear a fiação elétrica.

• Mesmo assim, o inquérito concluiu que houve responsabilidade compartilhada pelas condições de risco.

Posição da defesa

• A defesa dos organizadores afirmou ter recebido com surpresa o indiciamento.

• Os advogados sustentam que não houve negligência, imprudência ou imperícia por parte dos responsáveis pelo evento.

• Também foi ressaltado que o bloquinho possuía autorizações, alvarás, aprovação do Corpo de Bombeiros e estrutura considerada adequada.

• A defesa informou que Nero não foi contratado diretamente pelo bloco, mas por uma empresa terceirizada de sonorização.

• Segundo os advogados, os trabalhadores receberam equipamentos de proteção e funções previamente definidas.

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