• Contradição
O líder do governo na Assembleia Legislativa, Talles Barreto (UB), decidiu vestir a camisa do absurdo político: passou a pedir votos aos produtores rurais, justamente ele, que foi relator da criação da taxa do Agro, uma das medidas mais rejeitadas pelo setor produtivo em Goiás.
• Facada
A chamada taxa do Agro foi sentida no campo como uma facada nas costas, uma traição direta aos produtores que sempre sustentaram o discurso ruralista do governo Ronaldo Caiado (UB). Mesmo assim, Talles saiu em defesa da cobrança, bancou o projeto e ajudou a empurrar a conta para quem produz.
• Defesa do modelo
Além da taxa, Talles também defendeu o modelo de obras sem licitação, criado pelo governo Caiado e hoje sob liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Em outubro passado, o deputado chegou a dizer que o STF estava “agindo politicamente” ao barrar o repasse de cerca de R$ 3 bilhões para uma organização social escolhida a dedo pelo governo, modelo que hoje está no centro de questionamentos jurídicos.
• Memória curta?
Agora, numa reviravolta que beira o cinismo, Talles aparece ao lado de José Mário Schreiner, presidente da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), percorrendo sindicatos rurais e pedindo votos.
Alô Talles, perguntas: Como pedir votos a quem foi diretamente prejudicado por suas próprias decisões políticas? Será que o produtor rural vai esquecer quem colocou a mão no seu bolso?

















