• Conta não fecha
O Jornal O Popular revelou, com base no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) da Secretaria da Fazenda, que Goiás fechou 2025, último ano do governo Ronaldo Caiado (UB), com um déficit primário de R$ 4,45 bilhões.
Em 2024, o resultado tinha sido positivo em R$ 2,19 bilhões. Ou seja: uma virada negativa de mais de 300% em apenas um ano.
• Mudança de meta
Em novembro, o governo pediu à Assembleia para trocar a meta de superávit de R$ 694 milhões por um rombo de quase R$ 5 bilhões. Na época, Caiado disse que estava “tudo sob controle” e citou o selo Capag B+. O relatório agora mostra outra coisa: gastou-se muito mais do que o Estado arrecadou.
• Receita até cresceu
Dinheiro entrou. A arrecadação total chegou a R$ 45,8 bilhões, acima do previsto. O ICMS somou R$ 18,2 bilhões; IPVA cresceu 6,8%; IR retido, 19,5%; e o FPE subiu 9,1%. Portanto, não foi crise de arrecadação.
• Despesa disparou
O problema foi o gasto. Pessoal e encargos bateram R$ 24 bilhões (alta de 11,2%). Investimentos somaram R$ 5,6 bilhões, sem obras estruturantes que expliquem o tamanho da conta.
• Dívida e caixa
A dívida consolidada subiu para R$ 28,4 bilhões. A dívida líquida deu um salto maior: de R$ 10,2 bilhões para R$ 15,1 bilhões. O “colchão” de caixa encolheu 21% e os restos a pagar mais que dobraram.

















