Investigação
• Miguel Araújo Machado, de 12 anos de idade, é velado na casa do avô, o prefeito de Itumbiara, Dione Famóveis. Ele foi morto com um tiro na cabeça, disparado pelo próprio pai, que depois tirou a vida.
• A perícia que esteve no apartamento de Thales Machado, que também era secretário municipal, encontrou indícios de que, além dos disparos contra os filhos, ele teria planejado incendiar o imóvel. O forte cheiro de gasolina e dois galões vazios reforçam essa linha inicial de apuração.
Cena do crime
• Vizinhos relataram que, ao entrarem no imóvel no Condomínio Paraíso após ouvirem tiros, perceberam combustível espalhado em vários cômodos. No local, foram encontrados dois recipientes com capacidade aproximada de cinco litros cada, já vazios.
• O corpo de Thales Machado estava em um dos quartos, deitado sobre a cama, com uma arma de fogo posicionada sobre o peito. As duas crianças também estavam sobre a cama, feridas por disparos na região da cabeça.
• A arma apreendida foi uma pistola Glock G25, calibre .380, recolhida para análise pela perícia técnico-científica.
Socorro e desfecho
• Moradores afirmaram que decidiram ir até o apartamento após verem uma publicação feita pelo secretário em rede social, na qual ele indicava intenção de tirar a vida dos filhos e a própria.
• Os dois meninos, de 12 e 8 anos, foram socorridos ainda com vida ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho. O mais novo chegou a ser transferido para o Hospital Estadual São Marcos, mas ambos não resistiram aos ferimentos.
• Equipes do Samu constataram a morte do secretário ainda no local. O apartamento foi isolado até a conclusão dos trabalhos periciais.
• Antes do crime, Thales mencionou uma relação extraconjugal da esposa com um homem de Itumbiara em São Paulo, que é filha do prefeito, pediu desculpas a familiares e disse agir no que chamou de “limite do improvável”.

















