• Operação da Polícia Federal
A Polícia Federal bateu na porta de endereços ligados ao prefeito de Macapá (AP), Dr. Furlan (PSD), na manhã desta quarta-feira (4). A ação faz parte da segunda fase da Operação Paroxismo, que investiga suspeitas de fraude em licitações na área da saúde. A decisão partiu do Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou no afastamento de vários servidores por 60 dias.
Entre os afastados estão o próprio prefeito, Dr. Furlan, o vice-prefeito Mario Neto (PODEMOS), a secretária de Saúde Erica Aymoré e o presidente da comissão de licitação da prefeitura.
• Hospital de R$ 70 milhões na mira
O foco da investigação é a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, uma obra estimada em cerca de R$ 70 milhões. A Polícia Federal quer saber se o hospital virou instrumento para fraude em contratos e possível enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.
• Hospital superfaturado do Caiado
Enquanto uma obra de R$ 70 milhões já provoca operação da Polícia Federal em outro estado, em Goiás o valor de um único hospital ultrapassa a casa dos bilhões.
O governo de Ronaldo Caiado aumentou novamente o custo da obra do Hospital Cora, desta vez em mais R$ 135,4 milhões. Com isso, o contrato já chega a aproximadamente R$ 2,58 bilhões.
• Contrato sem licitação
O acordo foi feito por meio de termo de colaboração, com dispensa de licitação, junto à Fundação Pio XII, entidade ligada ao pecuarista Henrique Prata, aliado político de Caiado.
O contraste chama atenção. Em Macapá, uma obra de R$ 70 milhões já virou caso de investigação federal. Em Goiás, um único hospital já ultrapassa R$ 2,5 bilhões em contratos públicos virou lei e foi aplaudido por quem deveria fiscalizar. É mole?

















