• Mais uma facada no Agro
Faltam 26 dias para o fim do governo Ronaldo Caiado, que criou a chamada taxa do agro e agora é acusado de continuar cobrando a contribuição mesmo depois de anunciar que iria acabar com ela. A secretaria da Economia fez circular uma nota fake informando os produtores que a parcela de janeiro do Fundeinfra não seria cobrada. Mas, cobraram. O agro continua taxado.
• Um governo mentiroso
Durante a campanha da reeleição, Caiado afirmou em discursos para produtores rurais que jamais criaria uma taxa para o setor. Disse que nunca faria algo que prejudicasse quem produz no campo.
Após vencer a eleição, porém, o governo enviou à Assembleia Legislativa um projeto criando a chamada taxa do agro, que passou a alimentar o Fundeinfra, e quase foi tomado do produtor rural via Organização Social, com obras sem licitação e superfaturadas.
• Anúncio do fim… que não aconteceu
Desde então, a cobrança já arrecadou cerca de R$ 3 bilhões do setor produtivo. No mês de fevereiro, em discurso na Assembleia Legislativa, Caiado anunciou que iria acabar com a taxa do agro e que enviaria um projeto de lei para extinguir a cobrança.
No entanto, segundo denúncia apresentada pelo deputado Major Araújo, a taxa continua sendo cobrada normalmente dos produtores rurais, mesmo após o anúncio do governo.
• Manobra
Segundo uma fonte, a orientação para os deputados da base teria sido para que não comparecessem à sessão, provocando falta de quórum. Assim, o projeto permanece parado, guardado na gaveta, sem votação. Dessa forma, o governo pode dizer que enviou a proposta para acabar com a taxa, enquanto a arrecadação continua acontecendo.
• Taxaiado, do primeiro ao último dia
Março é o último mês do atual governo e, segundo as denúncias feitas na Assembleia, a taxa do agro segue sendo cobrada normalmente. Na prática, o que fica para muitos produtores é a sensação de que o governo criou a taxa, arrecadou bilhões e termina o mandato ainda cobrando a contribuição.
No campo, a frase que mais se ouve é uma só: o produtor rural está contando nos dedos os dias para dizer: Caiado nunca mais.

















