quinta-feira , 5 março 2026
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Deputados da oposição cobram explicações sobre gasto de R$ 250 milhões na reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna

• Dinheiro demais em uma reforma simples

Deputados da oposição na Assembleia Legislativa de Goiás estão cobrando explicações do governo Ronaldo Caiado sobre os R$ 250 milhões gastos na reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia.

Parlamentares afirmam que o valor chama atenção porque o autódromo já havia passado por uma grande reconstrução antes do atual governo assumir.

• Estrutura já existia

Durante o governo Marconi Perillo, o autódromo foi praticamente reconstruído após mais de quatro décadas sem intervenções significativas. Na época, segundo relatos técnicos, foram investidos cerca de R$ 69 milhões, valor que atualizado chegaria hoje a aproximadamente R$ 119 milhões.

De acordo com pessoas que acompanharam as obras, grande parte da estrutura já estava pronta quando o governo atual assumiu a gestão do estado.

• Relato de engenheiro

Um engenheiro da Goinfra, servidor de carreira que trabalhou nos dois governos e pediu para não ser identificado, afirma que o volume de recursos aplicados agora levanta dúvidas.

Segundo ele, o autódromo já possuía estruturas importantes, como sistema de monitoramento e outras instalações básicas.

“A estrutura existia. Fizeram uma torre de cronometragem, mas o sistema de monitoramento já existia. O autódromo tinha sido reconstruído depois de 45 anos sem intervenção. Na época foram cerca de R$ 69 milhões, que atualizados dão aproximadamente R$ 119 milhões. Agora falam em R$ 250 milhões”, relatou.

• Histórico de investigação

A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), responsável por obras no estado, já foi alvo de investigação anteriormente.

Em janeiro de 2025, o então presidente do órgão, Lucas Vissotto, chegou a ser preso durante uma operação que apura suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 27 milhões destinado à reforma de prédios públicos em Goiás.

Segundo o delegado Danilo de Souza, a investigação aponta que pagamentos indevidos poderiam ter causado prejuízo estimado em R$ 10,4 milhões aos cofres públicos.

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