quinta-feira , 5 março 2026
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Documentos da Polícia Federal mostram voos de políticos e aliados em aeronaves ligadas ao ex-dono do Banco Master

• Helicóptero com políticos

Documentos obtidos pela Polícia Federal mostram que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o empresário Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, utilizaram um mesmo helicóptero ligado ao ex-banqueiro.

Segundo os registros, os voos ocorreram no mesmo dia e com diferença de cerca de uma hora e meia. As informações aparecem em mensagens enviadas pela empresa Prime You para o e-mail pessoal de Vorcaro.

Na época, o empresário era sócio da empresa de táxi aéreo, participação que manteve até setembro de 2025.

• Três voos em pouco mais de uma hora

Os documentos apontam que três voos foram realizados no dia 3 de novembro de 2024, em um intervalo de 1 hora e 17 minutos.

Todos os trajetos tinham o mesmo percurso: saída do HELPN Kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo, com destino ao Aeroporto de Congonhas.

Os registros foram identificados em mensagens enviadas pela empresa responsável pelo serviço aéreo.

• Jato usado em caravana política

Outro episódio envolvendo aeronaves ligadas a Vorcaro ocorreu em outubro de 2022. Na época, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor e influenciador Guilherme Batista, da Igreja Batista da Lagoinha, viajaram em um jatinho modelo Embraer 505 Phenom 300, prefixo PT-PVH, associado ao empresário.

A aeronave foi utilizada durante a caravana “Juventude pelo Brasil”, que apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro no período entre 20 e 28 de outubro de 2022, dias antes do segundo turno das eleições.

• Investigação bilionária

Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros investigados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A operação investiga suspeitas de concessão de créditos falsos pelo Banco Master, além de irregularidades envolvendo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações preliminares, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

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