sexta-feira , 24 abril 2026
Opinião

Promotora de Justiça Leila Maria é alvo de ataques machistas do gabinete do ódio da ditadura Caiado

• Ódio a figura feminina

Por que atacar a figura feminina em vez da masculina? Essa é a pergunta que surge diante dos ataques do gabinete do ódio ligado ao governo Caiado, que agora tenta atingir a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira.

O episódio usado nas publicações envolve o filho da promotora, um homem de 26 anos, maior de idade e responsável pelos próprios atos.vPelo que se sabe, trata-se de um desacordo comercial, algo que pertence à vida privada de um cidadão adulto e não da mãe dele.

• Milícia digital da ditadura Caiado

A narrativa foi espalhada por veículos ligados ao chamado gabinete do ódio, formado por páginas e meios de comunicação que recebem anúncios pagos com dinheiro público e que passam a ser usados para atacar e destruir reputações a mando do próprio Caiado.

• Promotora investiga contratos do governo

Leila Maria atua no Ministério Público e acompanha investigações sobre contratos milionários do governo Caiado, por isso passou a ser odiada.

• Machismo letal

Mas a pergunta continua: por que a mãe? Os veículos ligados ao gabinete do ódio de Caiado vão contra aquilo que pregam todos os dias: a violência contra o gênero feminino. A escolha foi atingir exatamente uma mulher.

Este caso expõe o machismo deste governo. Em um momento em que o país discute o espaço da mulher na política e na liderança, tenta-se destruir a reputação de uma mulher que ocupa posição de autoridade no serviço público.

É impossível esquecer: o Brasil é um país onde mulheres são assassinadas todos os dias. Ataques desse tipo apenas reforçam essa cultura de violência, ou o feminicídio de reputações.

Cristiano Silva
Editor