• Quem vai fiscalizar?
O Autódromo de Goiânia, reconstruído em 2014, passou por uma reforma desnecessária, atípica e cercada de perguntas que, neste 23 de março, colocam em dúvida a real motivação por trás da realização da MotoGP no estado.
• Contrato de meio bi sob sigilo
O governo Caiado colocou sob sigilo contratos que somam quase meio bilhão de reais. Só a reforma do autódromo custou R$ 250 milhões. Além disso, há um contrato de patrocínio estimado em cerca de R$ 230 milhões, segundo fonte no Palácio, elevando o total para próximo de R$ 500 milhões.
• Modelo levanta questionamentos
O “asfalto sonrisal”, feito pelo governo Caiado e a Dorna Sports, contratada para executar uma obra pública, como se fosse uma empresa de fachada, e precisa de nova intervenção, pois não prestou.
• Além do buraco
O evento terminou com buraco na pista, degradação do asfalto e pilotos atingidos por pedaços que se soltaram durante a corrida. A prova principal teve redução de voltas e foi encerrada antes do previsto por questões de segurança.
A obra executada pela Dorna Sports e a Goinfra realmente valem R$ 250 milhões de reais? Essa pergunta precisa de resposta urgente. Do meu ponto de vista, deram um banho de tinta no autódromo, jogaram concreto onde não precisava, entupiram a drenagem, e se gastaram muito, muito mesmo, foram uns R$ 10 milhões. O resto passaram a mão na cara dura. Essa é uma opinião. Agora precisamos de orçamentos e provas.
A execução ocorreu sem licitação, sem projeto detalhado e sob supervisão da Goinfra, responsável por obras públicas no estado, que agora se esconde debaixo do tapete dizendo que só repassou o dinheiro para a Dorna. Como assim? Que bagunça com o dinheiro público é essa? Com a palavra o Ministério Público de Goiás.
Cristiano Silva
Editor

















