• Contrato de R$ 28 milhões
A Prefeitura de Goiânia contratou a empresa Sinales Sinalização, de Serra (ES), por R$ 28 milhões, sem licitação, para serviços de manutenção e implantação de sinalização viária. Dentro do pacote, estão os quebra-molas de borracha que começaram a ser instalados nas ruas da capital.
A pergunta de ouro vai para o prefeito Sandro Mabel (UB): contrato emergencial em quebra-molas de borracha enquanto a Saúde em Goiânia continua caótica, prefeito?
• Valor pago em Goiânia
A Secretaria Municipal de Engenharia e Trânsito (SET) prevê a instalação de 250 quebra-molas, ao custo de R$ 3.500 cada. No total, apenas esse item representa um gasto de R$ 875 mil reais.
• Valor pago em Aparecida do Rio Doce
Um contrato público da Prefeitura de Aparecida do Rio Doce, em 2025, mostra a compra do mesmo tipo de quebra-mola de borracha por R$ 292,33 a unidade. Se a coisa fosse feita como em Rio doce, a prefeitura de Goiânia não pagaria R$ 875 mil por 250 unidades.
A mesma quantidade seria comprada por pouco mais de R$ 73 mil reais. Estamos falando diferença ultrapassa R$ 800 mil reais de superfaturamento. O que poderá aumentar, já que a prefeitura quer comprar outros mil quebra-molas de borracha.
• O que é esse quebra-mola?
Os quebra-molas de borracha são compostos por módulos de material reciclado, fixados ao solo com parafusos. Trata-se de um item padronizado, amplamente utilizado em vias urbanas, sem variação técnica relevante que justifique diferenças tão expressivas de preço.
Levantamentos em outros contratos públicos reforçam o cenário. Em Rondônia, há registro de compra por R$ 866 a unidade, e em consórcios públicos, como o CIVAP, os valores também ficam abaixo dos praticados em Goiânia.
O contrato assinado por Sandro Mabel foi firmado sem licitação, sob justificativa de urgência para serviços de sinalização viária. A medida ocorre após o fim do contrato anterior, encerrado em agosto do ano passado.

















