• Definhando
O União Brasil, ligado à primeira-dama Gracinha Caiado, vive um cenário de enfraquecimento político em Goiás. Após eleger seis deputados estaduais em 2022, a projeção para 2026 é de uma bancada reduzida a apenas dois ou, no máximo, três parlamentares.
• Erosão interna
Nos bastidores, o movimento é atribuído à perda de quadros importantes e à dificuldade de recomposição eleitoral. O partido perdeu nomes relevantes como os deputados estaduais Amauri Ribeiro, que migrou para o PL, e Rubens Marques, que foi para o Agir. Já o presidente da Assembleia, Bruno Peixoto, mais votado de 2022, deve disputar vaga federal, retirando votos da base estadual.
• Perda de votos
Além das saídas, o União Brasil também deixa de contar com votos expressivos de lideranças como Renato de Castro, eleito prefeito de Goianésia e fora da disputa, e suplentes que migraram para outras siglas, como Álvaro Guimarães, que teve mais de 30 mil votos em 2022 e agora foi o Republicanos. Na prática, o partido perde cerca de metade dos 430 mil votos obtidos em 2022.
• Federação não compensa
A federação com o Partido Progressistas pode não ser suficiente para reverter o cenário. O PP também perdeu nomes importantes, como os deputados Vivian Naves e Alessandro Moreira, restando basicamente Jamil Calife na disputa pela reeleição.
• Fragilidade
A chapa conta com nomes como os vereadores Lucas Kitão e Denício Trindade, o ex-deputado Sandes Júnior, além de outras lideranças, mas ainda sem o mesmo peso eleitoral de ciclos anteriores.
• Quociente eleitoral
Especialistas apontam que o cálculo do quociente eleitoral dificulta ainda mais a situação da federação UB/PP, reduzindo significativamente as chances de emplacar uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa. A reeleição de deputados como Talles Barreto, Virmondes Cruvinel e Lincoln Tejota do União Brasil está ameaçada.

















