domingo , 3 maio 2026
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Após recurso do MP-GO, Justiça aumenta pena de PMs por execução de jovens no Jardim das Aroeiras e decreta expulsão da corporação

• Penas ampliadas

A Justiça de Goiás elevou para 13 anos de prisão, mudando do regime semiaberto para o fechado, a pena dos policiais militares condenados pela morte de três jovens no Jardim das Aroeiras, em Goiânia. A decisão também determinou a perda definitiva dos cargos públicos.

• Vítimas

Foram mortos os jovens Pedro Henrique Souza Santos, Walisson Barros dos Santos e Maycon Ferreira Conceição da Silva, em ocorrência registrada como confronto, mas posteriormente caracterizada como execução.

• Os condenados

Na sentença inicial, en abril de 2025, as penas haviam sido fixadas em:
• Ricardo Martins Vinhadelli – 7 anos
• Willian Kennedy Palmier Capucho Leão – 7 anos
• Paulo Henrique Borges – 7 anos
• Pablo Andrae Corrêa – 6 anos
• George Gomes de Souza – 6 anos

Após recurso do Ministério Público, a Justiça reavaliou o caso e fixou pena única de 13 anos de reclusão para cada um dos réus, em regime fechado.

• Dinâmica do crime

Os jurados rejeitaram a tese de confronto armado. Laudos periciais apontaram ausência de troca de tiros, além de inconsistências nas armas supostamente atribuídas às vítimas.

Segundo a investigação, os policiais invadiram a residência sem mandado. Pedro Henrique foi morto dentro da casa, enquanto Walisson e Maycon foram perseguidos e executados após tentarem fugir.

• Agravamento da pena e perda do cargo

O Tribunal entendeu que houve intenção individualizada na morte de uma das vítimas, o que levou ao aumento da pena total com aplicação de regras mais severas na dosimetria.

A decisão também decretou a expulsão dos policiais da corporação, destacando a incompatibilidade entre o exercício da função pública e a prática de homicídios cometidos com uso da estrutura do Estado.