quarta-feira , 13 maio 2026
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Caiado vestiu colete na pandemia, atacou Bolsonaro, mas agora vê OSs investigadas por corrupção na Covid atingirem seu governo e sua pré-candidatura

• Unidos contra Bolsonaro, enquanto corrupção rolava no governo Caiado

Durante a pandemia, Caiado vestiu colete, se colocou como médico, gestor e referência nacional no enfrentamento da Covid-19. Subiu o tom ao lado do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, confrontou o então presidente, Jair Bolsonaro, e construiu um discurso baseado na defesa da vida e da boa gestão da saúde.

A operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, que investiga corrupção justamente na gestão de recursos da Covid-19 entre 2020 e 2021, atinge diretamente Caiado e o secretário de Saúde da época, Ismael Alexandrino.

As organizações sociais Agir e IBGH, que operaram hospitais e contratos milionários naquele período, são alvo por suspeitas de superfaturamento, direcionamento de contratos e pagamento de propina para silenciar a fiscalização.

• Caiado calado

O escândalo não fica restrito a contratos. Ele chega ao topo. Caiado era o governador. Ismael Alexandrino, o responsável direto pela saúde. E Daniel Vilela o herdeiro do trono.

Caiado construiu sua imagem nacional dizendo que fez uma das melhores gestões da pandemia no país, subindo na cabeça de Bolsonaro. Mas a investigação revela que, nos bastidores, contratos milionários podem ter sido usados para esquemas de corrupção. Cadê o corajoso Caiado?

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