terça-feira , 28 abril 2026
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Com papinho de “tecnologia”, Daniel Vilela precisa explicar esquema de R$ 35 milhões em contratos sem licitação na Saneago, assédio contra servidores e um rombo nos cofres públicos

• Um escândalo na Saneago

O Goiás24Horas recebeu uma denúncia que detalha possíveis irregularidades em contratos firmados pela Saneago, com valores que ultrapassam R$ 35 milhões.
O material aponta mudanças de rumo no projeto de tecnologia da empresa e levanta questionamentos sobre a forma das contratações.

• Sistema funcional foi abandonado

Segundo a denúncia, a companhia já havia implantado, desde 2018, um sistema ERP por meio de licitação, com resultados positivos comprovados por auditorias. Havia módulos já contratados para continuidade do projeto, o que garantiria integração e economia de recursos.

O objeto em questão é fornecimento de licenças de software, suporte técnico, manutenção, treinamento de equipes e consultoria de processos. O sistema contratado, via pregão eletrônico (processo nº 12648/2017), foi o SAP S/4HANA, abrangendo áreas como contabilidade, contratos, orçamento, compras, estoque e controle financeiro.

Houve uma tentativa anterior de substituir o sistema sem licitação, o que acabou sendo frustrado após questionamentos na Justiça, por não atender aos critérios legais.

• Nova estratégia: inexigibilidade

Após esse bloqueio, a denúncia aponta que o grupo responsável mudou a estratégia e passou a tentar viabilizar a contratação por inexigibilidade. Esse tipo de contratação só é permitido quando não há concorrência possível — o que é contestado no caso, já que existiam alternativas técnicas e até solução já implantada.

Em 2025, foram firmados contratos que somam mais de R$ 17 milhões, além de outros vinculados que elevam o total para mais de R$ 35 milhões. Mesmo com pouco tempo de execução, esses contratos já receberam reajustes.

• Pressão interna e mudanças na gestão

A denúncia também cita substituição de gestores e pressão interna sobre equipes técnicas que resistiam à mudança. Servidores teriam sido afastados após questionarem o novo modelo.

Além do custo elevado, a nova solução não teria integração com os sistemas existentes, o que pode gerar retrabalho, aumento de despesas e falhas operacionais.

Tudo não passa de um grande esquema financeiro, aparelhado, protegido e superfaturado. Se a justiça quiser encontrar o fio da meada, basta confrontar os objetos dos contratos Sap e Oracle, que vai encontrar a duplicidade dos objetos. Fica a dica.

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