domingo , 10 maio 2026
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Diretora da Saneago vira alvo de ação por assédio moral, perseguição profissional e violência psicológica

• Processo mira ambiente da Saneago

A Saneago passou a responder a uma ação trabalhista na 8ª Vara do Trabalho de Goiânia por suposto assédio moral institucional, perseguição profissional e violência psicológica dentro da estrutura jurídica da estatal. O processo foi ajuizado por Victor Hugo Velasco de Bastos, advogado e ex-empregado da companhia, com pedido de indenização por danos morais.

• Diretora é citada na ação

A petição, na qual o G24H teve acesso, aponta uma diretora jurídica da estatal como personagem central dos episódios narrados. Segundo o processo, a mudança no ambiente de trabalho teria começado após a posse dela no cargo, em outubro de 2019, quando o autor afirma ter passado a sofrer isolamento, perda de funções e ataques à reputação profissional.

• Advogado relata humilhação

Entre os pontos descritos na ação, o ex-empregado afirma ter sido deixado por três dias na recepção da unidade jurídica, sem mesa, sem função e exposto diante de colegas e visitantes. A petição também relata que, depois da transferência, ele teria recebido estação de trabalho precária, com cadeira quebrada, monitor com defeito e falta de acesso a sistemas essenciais.

• Áudios são citados como prova

O processo menciona áudios nos quais a diretora teria reconhecido “problema pessoal” com o advogado e afirmado que a relação não era de confiança “interpessoal”. A ação sustenta que, apesar de reconhecer competência profissional do autor, a chefia jurídica teria atuado para bloquear sua ascensão na empresa.

• MPT aparece no centro da disputa

A ação também cita inquérito civil em tramitação no Ministério Público do Trabalho sobre o ambiente interno da área jurídica da Saneago. Segundo a petição, a estatal já havia firmado TAC em 2017 para não praticar assédio moral contra empregados, mas o caso teria levado à reabertura da investigação pelo MPT18.

• TEA é usado para reforçar dano psicológico

O autor afirma que o desgaste emocional provocado pelo ambiente de trabalho agravou sua condição de saúde e relata diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. A petição sustenta que a situação se tornou insustentável e levou ao pedido de demissão, mesmo com perda salarial em outro emprego público.

O processo não tem decisão de mérito. A Saneago deverá apresentar defesa na Justiça do Trabalho. A ação pede o reconhecimento de assédio moral e indenização estimada em valor não inferior a R$ 100 mil.

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