• Governo tenta justificar invasão
A advogada Vanessa Ferreira rebateu as informações divulgadas pelo governo Daniel Vilela sobre a desapropriação da propriedade da viúva Maria da Paz, em Catalão.
Segundo a defesa, é falsa a informação que corre a boca miúda na internet de que a família teria pedido R$ 10 milhões para liberar a área atingida pela obra da GO-330.
De acordo com Vanessa, o governo tenta criar uma narrativa para justificar a entrada de máquinas, com força policial na propriedade rural, enquanto o verdadeiro impasse é outro.
• Depósito judicial não é pagamento
O governo Daniel divulgou nota afirmando que já teria pago R$ 550,1 mil pela área. A defesa contesta a informação.
Segundo Vanessa Ferreira, não houve pagamento à família. O que existe é um depósito judicial realizado pelo Estado para judicializar a recusa da proposta pela área que não foi negociada e pelo cascalho. O dinheiro continua depositado em juízo e nunca foi sacado pelos proprietários.
• Onde está a divergência?
Segundo a defesa, dona Maria nunca se opôs à construção da rodovia. A discussão envolve uma segunda área da propriedade, chamada de caixa de empréstimo, destinada à retirada de cascalho e material para a obra.
A família concordou com a utilização da faixa necessária para a passagem da rodovia. Tanto que a cerca foi reposicionada para delimitar a área destinada à estrada.
O problema surgiu quando o governo decidiu avançar também sobre a área localizada da porteira para dentro da propriedade, local onde pretende retirar material para a construção.
• Família quer diálogo
Vanessa Ferreira afirma que a discussão não é apenas financeira. Segundo ela, a retirada de cascalho pode comprometer o restante da propriedade, onde a família mora e desenvolve suas atividades. A família insiste que o caso deveria ser resolvido por meio do diálogo e negociação, não pela entrada de máquinas e força policial dentro da propriedade.

















