• Estrutura já existia
O que o governo Daniel Vilela (MDB) tenta esconder é que a estrutura de inteligência da segurança pública usada no esquema da Palladium/PAX não nasceu agora. Ela foi construída no governo Marconi Perillo (PSDB), com investimento público, preparação de policiais e montagem de uma base operacional que já pertencia ao Estado de Goiás.
Mesmo assim, o governo Daniel Vilela fechou um contrato de R$ 304 milhões envolvendo a Palladium/PAX, empresa privada que passou a operar em cima de uma estrutura pública já existente.
• Estado entra com tudo, mas não leva nada
Para o povo entender a jogada manjada: Goiás entra com a estrutura física, com os policiais da inteligência, com os dados, com o patrimônio público e ainda teria que pagar uma fortuna pelo “aluguel” do software: R$ 304 milhões. Aí é mel na chupeta.
A pergunta é simples: qual foi a contrapartida real para o Estado? O que a Palladium/PAX desenvolveu de fato? Onde está o contrato que mostra, com transparência, quem fica com a tecnologia e quem controla os dados?
• Dados dos goianos
Outro ponto gravíssimo envolve as informações coletadas. Câmeras, reconhecimento facial, placas de veículos e dados sensíveis da população não podem ficar em zona cinzenta.
Quem será o dono desses dados? O Estado de Goiás ou uma empresa privada? Por quanto tempo essas informações ficarão armazenadas? Quem poderá acessá-las? Quem fiscaliza?
• Risco para a população
Quando uma empresa privada passa a ter acesso a dados públicos, privados e individuais sem controle claro, o risco é enorme. Esses dados podem ter valor político, comercial e até criminoso.

















