• Receita cresce 150% em dois anos
A receita do governo de Goiás com operações de crédito consignado cresceu cerca de 150% entre 2023 e 2025, segundo reportagem da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. O aumento ocorreu após a aprovação de uma lei proposta pelo Executivo estadual durante o governo Ronaldo Caiado.
• Regra mudou margem e taxa
A legislação elevou de 35% para 45% o percentual de comprometimento da renda de servidores públicos com crédito consignado. A mudança também alterou a cobrança retida pelo Estado: saiu de um valor fixo de R$ 2 por operação para 1,5% do valor da parcela.
• Arrecadação saltou para R$ 32 milhões
Antes da mudança, em 2023, a receita anual do governo com essas operações era de cerca de R$ 13 milhões. Em 2024, subiu para R$ 24 milhões. Em 2025, chegou a R$ 32 milhões.
• Reunião com diretor do Master entrou no radar
A Folha cita parecer da Procuradoria-Geral do Estado que aponta reunião, em março de 2023, entre representantes do governo e Fernando Mascarenhas, diretor do Banco Master. Na ocasião, teria sido apresentado o Cartão Benefício Consignado CredCesta à Secretaria de Economia.
• Projeto passou pela PGE em agosto
Segundo a reportagem, a versão final do projeto foi enviada à avaliação da Procuradoria em agosto daquele ano. O documento menciona que a proposta foi considerada viável sob o argumento de que modalidade semelhante já existia em outros estados e aparentava ser vantajosa ao servidor goiano.
• Respostas
O governo de Goiás afirmou que a ampliação da margem seguiu parâmetros da lei federal e uma regra geral de mercado. Também negou contrato direto, exclusividade ou repasse de recursos públicos ao Banco Master ou a instituições ligadas ao grupo. A pré-campanha de Ronaldo Caiado também negou favorecimento.

















