• Quase 80 mil golpes
Goiás registrou 79.850 ocorrências de estelionato em 2025, média de aproximadamente 219 casos por dia. Foram 745 registros a mais que em 2024, quando o estado contabilizou 79.105, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026.
A taxa ficou praticamente estável, com recuo de 0,1%, passando de 1.076,2 para 1.075,6 casos por 100 mil habitantes. Mesmo assim, Goiás apresentou a sétima maior taxa do país e ficou acima da média brasileira, de 1.059,4.
• Estado está entre os sete piores
Somente São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Rondônia, Santa Catarina e Espírito Santo registraram taxas superiores. O Anuário explica que estados mais urbanizados, bancarizados e conectados ao sistema financeiro tendem a concentrar mais golpes, mas também podem ter maior capacidade de registrar as ocorrências.
• Fraude eletrônica avança
Dentro do total de estelionatos, os registros classificados especificamente como fraude eletrônica aumentaram 20,2% em Goiás, de 4.733 para 5.691, cerca de 16 por dia. A taxa avançou 19,1%, de 64,4 para 76,7 por 100 mil habitantes, mas continuou abaixo da média nacional de 246,2.
• Crime muda de perfil
No Brasil, foram registrados 2,26 milhões de estelionatos em 2025, alta de 429,8% em relação a 2018. Segundo o relatório, os golpes se consolidaram como o principal crime patrimonial do país, enquanto homicídios, roubos e furtos apresentam tendência de redução.
• Subnotificação e impunidade
O Anuário estima que 15,8% dos brasileiros com 16 anos ou mais foram vítimas de golpes ou perderam dinheiro pela internet ou celular em um ano, o equivalente a 26,3 milhões de pessoas. Mais de 97% dos estelionatos comunicados às polícias, porém, não chegaram ao Poder Judiciário em 2025. O estudo aponta forte subnotificação, baixa responsabilização e atuação cada vez mais organizada dos criminosos.

















