• Quem vai precisar de 51 policiais?
Trocando em miúdos, pelo andar da carruagem, quem parece que vai precisar de 51 policiais militares para fazer sua segurança não é Caiado, mas a promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira.
A promotora virou alvo de ataques venenosos do governador no exercício da função constitucional dela de fiscalizar atos do governo. E pior, com a cara mais deslavada do mundo, esse cidadão vem falar de violência contra as mulheres, prometendo punições.
• Caiado teria que se acoitar
Caiado teria que arranjar um chicote e se açoitar para dar o exemplo do que deve ser feito contra homens que não respeitam as mulheres, principalmente pelos ataques que cometeu contra Leila.
Quando a promotora questionou a criação do IFAG, organização social que administraria R$ 4 bilhões de reais em recursos públicos sem licitação, Caiado não respondeu tecnicamente aos questionamentos. Preferiu afirmar que a promotora tinha “problema de cognição”, dirigindo um ataque pessoal contra uma integrante do Ministério Público.
• O segundo ataque
Agora, após a promotora pedir esclarecimentos sobre a operação envolvendo um hospital ligado ao Banco Master, Caiado voltou a partir para o ataque pessoal. Disse que Leila Maria deveria ser “vacinada em agosto”, declaração que gerou críticas por seu caráter ofensivo contra uma mulher que apenas desempenha sua função institucional. Todo bom entendedor sabe que ele tentou comparar Leila a uma cadela louca, quando fala em vacinação de agosto.
• Discurso e prática
Por isso, o discurso de defesa das mulheres perde força quando é acompanhado de ataques pessoais contra uma mulher, que é promotora de Justiça. Quem combate a violência contra a mulher também precisa combater a violência verbal, a intimidação e a misoginia dirigidas a mulheres que exercem cargos públicos e cumprem o dever de fiscalizar o poder.

















