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terça-feira , 22 setembro 2026
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“Padre da Odebrecht”: Daniel Vilela foi “abençoado do Mensalão” na Lava jato

• Operação Lava jato

O episódio remete a 2017, quando o então ministro do STF, Edson Fachin, autorizou a abertura de investigação com base nas delações da Odebrecht. Na ocasião, executivos da empreiteira afirmaram que Maguito Vilela e Daniel Vilela teriam recebido, juntos, R$ 1,5 milhão em recursos de caixa dois para campanhas eleitorais. Segundo os delatores, R$ 500 mil seriam destinados à campanha de Maguito, em 2012, e R$ 1 milhão à campanha de Daniel, em 2014.

• O caso

De acordo com a delação dos ex-executivos da Odebrecht Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Alexandre José Lopes Barradas, em 2012, quando concorria à Prefeitura de Aparecida de GoIânia, Maguito recebeu R$ 500 mil para sua campanha. Os delatores ressaltam que os valores doados não foram declarados na prestação de contas oficial, enviada à Justiça Eleitoral.

• Padreco

Além disso, os relatores disseram que, em 2014, quando Maguito já tinha sido eleito prefeito de Aparecida de Goiânia, o peemedebista pediu à Odebrecht uma doação no valor de R$ 1 milhão para a campanha de Daniel Vilela para deputado federal. Tal repasse foi feito ao então candidato, por meio do Setor de Operações Estruturadas e registradas no sistema “Drousys” em favor do beneficiário “Padre”.

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