• Meta frustrada
O governo Ronaldo Caiado e Daniel Vilela não conseguiu atingir, em 2025, a meta de 95% de cobertura das principais vacinas infantis em Goiás. E não adianta comemorar aumento no número de doses aplicadas: uma coisa é aplicar mais vacinas; outra é alcançar a cobertura necessária para proteger as crianças. Goiás ficou abaixo do objetivo estabelecido pelo Ministério da Saúde.
• Vacinas perdidas
O problema da vacinação no governo Caiado já havia aparecido em uma extensa fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o Programa Nacional de Imunizações. Trata-se do Relatório de Auditoria do processo TC 030.721/2022-9, que avaliou, entre outros pontos, perdas de vacinas, estoques, distribuição e cobertura do PNI nos anos de 2022 e 2023.
• 168 mil doses
No item 288 do relatório, ao tratar de vacinas recebidas pelas centrais estaduais e municipais com prazo reduzido de validade, o TCU registra textualmente: “Na Central de Goiânia/GO houve a perda de 168 mil doses de Tetraviral que foram recebidas com prazo de vencimento curto.” Portanto, o dado específico documentado para Goiás é de 168 mil doses perdidas”.
• Cobertura baixa
O resultado final mostra o problema. Vacinas fundamentais que deveriam alcançar 95% do público-alvo ficaram abaixo da meta em 2025.
A combinação merece explicações: coberturas abaixo das metas e milhares de doses perdidas por vencimento na estrutura estadual.
Caiado comandou Goiás durante praticamente todo esse período e Daniel Vilela integrou sua gestão como vice-governador antes de assumir o Estado. Se havia vacina disponível, por que Goiás não conseguiu imunizar a parcela necessária de suas crianças?

















