• Plenário encolhe na campanha
Os deputados estaduais aprovaram a redução das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa de Goiás durante o período eleitoral. Até o primeiro turno, em 4 de outubro, o plenário funcionará apenas às terças e quartas-feiras. As reuniões de quinta ficam suspensas.
• Votação pela internet
As sessões continuarão em formato híbrido, com participação e votação remotas. Antes, o calendário ordinário previa plenárias às terças, quartas e quintas. Reuniões extraordinárias poderão ser convocadas se necessário.
• Eleição vira justificativa
O Requerimento nº 912/26 foi apresentado por Amilton Filho (MDB) e assinado por outros parlamentares. O texto afirma que a proximidade das eleições poderia comprometer os trabalhos legislativos. Entre os 41 deputados, apenas Givago Valadares (UB), suplente de Júlio Pina (PSB), não estarána disputa no próximo pleito, todos os outros vão disputar a reeleição ou outros cargos.
• Quatro votaram contra
A redução foi aprovada por 19 votos a quatro. Antônio Gomide (PT), Bia de Lima (PT), Clécio Alves (PSDB) e Delegado Eduardo Prado (PL) votaram contra a retirada das quintas-feiras do calendário.
• Recorde de comissionados
A decisão ocorre no mesmo ano em que a Alego atingiu o maior número de servidores comissionados de sua história. Em maio, eram 6.007 funcionários de livre nomeação. Em junho, o total ficou em 6.003, dos quais 4.298 estavam lotados nos gabinetes dos 41 deputados. A Casa possuía 446 servidores efetivos.
• Estrutura cresceu 62%
No início de 2023, quando Bruno Peixoto assumiu a presidência da Alego, eram 3.711 comissionados. Até o recorde de maio, o crescimento foi de quase 62%. Mudanças internas permitiram ampliar de 58 para até 120 o número de funcionários por gabinete, dentro do limite financeiro de cada parlamentar.
O Ministério Público de Goiás mantém inquérito para apurar a quantidade de comissionados. O Tribunal de Contas do Estado também analisa uma representação sobre o tema.

















