• Decano sobe o tom no STF
O julgamento do Caso Banco Master virou palco de um confronto duríssimo nesta terça-feira (15). Gilmar Mendes acusou André Mendonça de dar uma condução político-eleitoral ao caso e questionou até a escolha do período de 7 de Setembro para determinados atos da investigação.
• “Condução político-eleitoral”
Em questão de ordem, Gilmar sustentou que houve “evidente condução político-eleitoral” e criticou a cronologia adotada no caso. Para o decano, determinadas decisões não poderiam ser tratadas como simples coincidência.
O ministro foi ainda mais duro: “Isso não se faz. Pessoas decentes não fazem isso.”
• Mendonça reage: “Leviano”
André Mendonça tentou interromper e reagiu diretamente às acusações: “Você está sendo leviano, ministro. Leviano. Leviano.”
Gilmar não recuou. O presidente da sessão precisou controlar as intervenções e lembrar que Mendonça ainda não estava com a palavra.
• Gilmar fala em politização
O decano também mencionou a existência de relatório da Polícia Federal submetido ao relator ainda em abril, usando a cronologia para sustentar seu argumento de que o Caso Master teria posteriormente assumido contornos políticos.
Depois de já ter usado a palavra “perseguição” para criticar a apuração concentrada sobre Alexandre de Moraes, Gilmar avançou sobre Mendonça.
“Desfaçatez de corar frade de pedra”
Gilmar classificou episódios da condução do processo como uma “desfaçatez de corar frade de pedra” e, ao mencionar referências religiosas, disparou:
“Em nome de Deus já se fez muita patifaria.”


















