• Decano conta história para resumir confusão
Gilmar Mendes recorreu à ironia para definir o que considera uma investigação desorganizada no Caso Banco Master. Durante a sessão desta terça-feira (15), o decano contou a história de um criminoso que, após pular o muro errado e cair no galinheiro da casa de um delegado, só conseguiu explicar o desastre: “Serviço mal feito, doutor. Serviço mal feito.”
Gilmar então comparou: “É o que se percebe disso tudo.”
• “Grande barafunda”
Para o ministro, o Supremo está diante de informações produzidas e tratadas de maneira confusa, sem clareza suficiente sobre o objeto das investigações.
“Isso tudo fica uma grande barafunda”, afirmou, defendendo que o STF coloque ordem nos procedimentos antes de avançar.
• Placar chega a 4 a 1
Enquanto Gilmar continuava sua manifestação, o placar chegou a 4 votos a 1 para reunir os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, com o próprio Moraes acompanhando a proposta.
A medida prevê que os casos caminhem conjuntamente e tenham nova relatoria, em vez de permanecerem separados.
• “Saber o que estamos investigando”
Gilmar defendeu que todas as informações sejam organizadas para que o Supremo consiga estabelecer exatamente o que está sendo investigado e quais documentos sustentam cada procedimento.
Depois de falar em “perseguição”, “condução político-eleitoral” e dizer que “até a máfia tem ética”, Gilmar encontrou uma definição mais simples para o imbróglio do Master: “Serviço mal feito.”


















