• Sessão de 23 de setembro é cancelada
O presidente do STF, Edson Fachin, retirou da pauta o julgamento marcado para quarta-feira (23) que analisaria a atuação de André Mendonça nas investigações do Banco Master. A decisão ocorre dois dias depois da sessão explosiva que discutiu o caso envolvendo Alexandre de Moraes.
A mudança é consequência da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que propôs reunir os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça. Na terça-feira (15), Flávio Dino pediu vista, suspendendo a definição antes que o STF entrasse no mérito do caso Moraes.
Fachin afirmou agora que essa discussão interfere diretamente no processo de Mendonça. Por isso, retirou também o julgamento do dia 23. Dino pode devolver o processo antes, mas tem até 90 dias, prazo que chega a 15 de dezembro.
A consequência é relevante: o STF entra em recesso em 20 de dezembro. Dependendo de quando houver a devolução e de uma nova inclusão em pauta por Fachin, os casos podem voltar ao plenário somente em 2027, depois das eleições.
• O que está parado?
Um procedimento discute a validade do relatório da PF com mensagens atribuídas a Moraes e Daniel Vorcaro e seu eventual uso para abertura de investigação. O outro reúne acusações feitas por Moraes contra a atuação de Mendonça na condução de apurações do Master e INSS.
Moraes nega irregularidades. Mendonça sustenta que acionou a PF para identificar o destinatário das mensagens de Vorcaro e encaminhou a questão à Corte quando surgiu o nome de Moraes.


















