Em sua coluna Imprensa, neste fim de semana no Jornal Opção, o mais erudito de todos os jornalistas goianos, Euler Belém, arrasa com uma matéria sobre biografias escrita pelo repórter Rogério Borges e publicada pelo jornal O Popular.
Educado e polido, Euler até elogia Rogério Borges, mas desmonta impiedosamente a reportagem “Biografias – Um Mercado Amplo”, em que Rogério comenta 21 “autobiografias”, “biografias autorizadas”, “biografias não autorizadas” e “biografias que não saem de moda”.
O editor-chefe do Jornal Opção teve estômago para ler 15 dos 21 resumos de biografias escritos por Rogério Borges e, do alto do seu conhecimento enciclopédico, garante que o jornalista de O Popular não leu a maioria dessas biografias.
Uma fraude, portanto. Mas Euler Belém, caridoso, não usa esse termo. Ele garante que os resumos só trazem “platitudes, típicas de releases fornecidos pelas editoras ou grandes livrarias, além de equívocos”. Sem falar nos erros grosseiros de ortografia, como a palavra “ascensão”, que Rogério Borges modifica para “ascenção”.
Em seguida, Euler aborda os resumos da autobiografia de Caetano Veloso, das biografias de Olga Benário Prestes (escrita por Fernando Moraes), do mensaleiro José Dirceu, e do jogador de futebol Renato Casagrande. Todos redigidos com equívocos, evidenciando que o autor da reportagem não leu nenhum dos livros, porém escrevendo (e isso é caso de desonestidade intelectual incompatível com um jornal como O Popular) como se o tivesse feito.
“Fiquei com a impressão de que o autor das sínteses (Rogério Borges) não leu a maioria das biografias que resumiu”, afirma Euler Belém.