sábado , 20 junho 2026
GoiâniaImprensa

O Popular recupera a credibilidade com a edição desta segunda sobre as manifestações, depois de apostar no domingo em “acirramento”, “clima de tensão” e “violência política”

A edição desta segunda-feira de O Popular parece ser a de um jornal editorialmente bem diferente daquele que circulou no domingo – em que as iminentes manifestações foram analisadas sobre o enfoque de uma “polarização” ou um “acirramento” e, pior ainda, aconteceriam em “clima de tensão” e de “violência política”.

Termos como esses abundaram na matéria escrita por Fabiana Pulcineli, no domingo, parecendo intencionalmente escolhidos para provocar, em quem leu o texto, o temor de comparecer aos protestos e correr o risco de alguma ameaça física.

Mas as manifestações vieram e, não só em Goiás, como em todo o Brasil, não houve “acirramento” algum. Nem “clima de tensão”. E muito menos “violência política”. Na capital goiana e no resto do país, milhões acorreram às ruas para protestar contra a sujeira do PT e pedir o impeachment de Dilma.

O outro enfoque que O Popular deu, na edição de domingos, aos protestos que naquele momento ainda estavam por vir, também foi jogado por terra. A repórter Fabiana Pulcineli investiu pesado em “polarização” e “radicalização”, sugerindo com todas as letras que o Brasil estaria “dividido”.

Mas os protestos jogaram essa tese por água abaixo. Se houver divisão, a conta é muito desfavorável para Lula, Dilma e o PT. Hoje, como disse a jornalista Renata Lo Prete na Globonews, “a narrativa do país dividido é uma estratégia do governo”. Segundo Lo Prete, “essa narrativa foi sepultada pelas manifestações. O que aconteceu nas ruas deixou claro que não há divisão: há o apoio maciço e majoritário à ideia de tirar Dilma e o PT do poder”.

Portanto, foi um erro histórico de O Popular e de Fabiana Pulcineli em um dia histórico como este domingo, 13 de março. Mas o “mea culpa” de O Popular está na edição desta segunda, que define as manifestações como as maiores da história do país e de Goiás e conclui, no editorial, que não há como não ver os protestos como a maior derrota que o PT já teve no país. E nenhuma palavra sobre divisão, acirramento, tensão ou polarização.

Em tempo: não há, na edição desta segunda de O Popular, qualquer texto de Fabiana Pulcineli. Ela foi excluída.

Artigos relacionados

Goiânia

Passageiro de moto morre após cair na Av. Mutirão e ser atropelado por ônibus, em Goiânia

Acidente Um homem morreu na manhã desta sexta-feira (19) após um acidente...

Goiânia

Goiás violento: pai é acusado de matar o próprio filho, um bebê de apenas 9 meses

Crueldade Um homem é acusado de matar o próprio filho, um bebê...

Goiânia

Dono de academia que agrediu companheira em Goiânia vai parar no xilindró

Violência doméstica Igor Luiz Soares Gonçalves, dono de uma academia, acusado de...

Goiânia

Gêmeos siameses que nasceram unidos pelo abdômen morrem em Goiânia

Tristeza Os bebês siameses Bernardo e Eduardo, que nasceram unidos pelo abdômen...