Desarranjo nas contas e R$ 389 milhões em dívidas: esta é a herança que Paulo Garcia deixará para o sucessor

O jornal O Popular desta quinta-feira, 6 de outubro, desenha um cenário tenebroso para o candidato que assumir a prefeitura de Goiânia a partir de 1° de janeiro de 2017. A previsão de receita para o ano que vem é de 1,12% menor (R$ 59 milhões a menos) que o orçamento deste ano, apesar de o prefeito Paulo Garcia (PT) ter promovido aumento de até 25% no IPTU.

Este é o resultado de quatro anos de desorganização e inapetência de um grupo político para gestão do patrimônio público. Paulo, o PT e os prepostos de Iris Rezende (que até o começo de 2016 era aliado do prefeito) inverteram as prioridades da gestão, gastaram com o que não deviam e viraram a administração municipal de cabeça para baixo.

A chave para entender o desarranjo da prefeitura está nos valores gastos com folha de pagamento (leia-se: salário para a companheirada) e com custeio operacional da prefeitura. Com a folha, Paulo Garcia gastou neste ano 53,85% do orçamento. Com custeio, desceu pelo ralo 43,65% do dinheiro que pagamos em impostos. Sobrou 2,5% para investimentos, o que é pouco. Muito pouco.

Paulo deixará um total de R$ 389 milhões em dívidas, dos quais R$ 200 milhões são restos a pagar e R$ 189 milhões das chamadas Dívidas de Exercícios Anteriores (DEAs). Restará ao próximo prefeito investir em gestão e no bom relacionamento com governo federal e órgãos de financiamento de projetos, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para fazer a prefeitura andar.