Aposentadoria e trabalho como advogado são só desculpas de Maguito: ele não pode mais ser candidato porque foi condenado (por improbidade) por 3 juízes e se transformou em “ficha suja”

O prefeito de Aparecida Maguito Vilela, do PMDB, começou uma conversa esquisita sobre uma aposentadoria, a partir de janeiro, quando passaria a trabalhar como advogado (“A minha profissão”, disse ele) com base na experiência dos 8 anos em que teria exercido a advocacia.

Estranho. Maguito sequer é inscrito na OAB, condição imprescindível para quem deseja advogar. Sobre os 8 anos de “experiência”, mais inusitado ainda é constatar que ele, desde os 20 e poucos anos, sempre exerceu cargos políticos, não se tendo uma notícia sequer de qualquer atuação em um processo judicial.

Agora, veja essa, leitor: Maguito não pode se candidatar a nenhum cargo eletivo. Ele foi condenado por uma câmara do Tribunal de Justiça, composta por 3 juízes, por improbidade administrativa, depois de denunciado pelo Ministério Público por assinar um contrato de aluguel fraudulento, que beneficiou um servidor da Prefeitura de Aparecida, em um processo eivado de irregularidades.

Como condenado em 2ª instância, com a sentença assinada por 3 magistrados, o prefeito em fim de mandato de Aparecida pode tirar o cavalo da chuva: está incurso na Lei da Ficha Limpa e não pode registrar candidatura a nenhum cargo eletivo. Claro, Maguito recorreu, mas enquanto o recurso não for julgado – e, se ele ganhar, o que parece difícil diante da profusão de provas apresentadas pelo Ministério Público – permanece como “ficha suja” e portanto inabilitado para a participar de eleições.

Digamos assim: realmente, uma aposentadoria em relação à política, mas compulsória.