Arranca-rabo entre Kajuru e Delegado Waldir, recheado de ofensas e ataques duros, “acaba em peixe”

O poeta Horácio, em Odes Poéticas, usou a frase “desinit in piscem” (ou: “acabar em peixe”) para se referir a escândalos quaisquer em Roma que haviam tido desfechos fajutos.

Horácio diria que acabou em peixe a barulhenta briga entre o deputado federal Delegado Waldir (PR) e o vereador Jorge Kajuru (PRP), dois barulhentos políticos que gostam da pose de valentão e que trocaram insultos na semana passada, como “vendido” e “doente mental”. Na noite de domingo, eles anunciaram ao jornal Opção que decidiram fumar o cachimbo da paz.

“Eu e Waldir temos projetos parecidos. Nós combatemos a corrupção em todos os lugares e querem mudança na política de Goiás e do país”, disse Kajuru. O vereador soltou os cachorros em Waldir quando soube que o deputado fugiu do plenário no dia da votação que decidiu pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Temer por suspeita de corrupção. Sugeriu que o delegado havia recebido propina e que, para ele, era como se tivesse morrido como político aquele dia. Em resposta, Waldir desqualificou os ataques dizendo que Kajuru não tinha moral para criticá-lo em função de suas ligações com Carlinhos Cachoeira.

Ao Jornal Opção, Kajuru diz que ficou “satisfeito” com as explicações do delegado sobre o motivo pelo qual não compareceu à votação da continuidade da ação contra o presidente da República, Michel Temer. Waldir disse para ele que uma pessoa do seu convívio havia falecido no dia. “Eu e ele pedimos desculpas pelo que dissemos e ficou claro que não mantenho ligação com o contraventor Carlos Cachoeira”, afirmou Kajuru.