Contagem regressiva: com indicativo de greve, servidores se reúnem daqui a dois dias

Faltam dois dias para a assembleia de servidores municipais que, ao que tudo indica, deve deflagrar a greve geral da categoria em Goiânia. O funcionalismo, perseguido como sempre pelo prefeito Iris Rezende (PMDB), exige o pagamento da data-base (4,08% de reajuste salarial), que deveria ter ocorrido em março, mas até agora não foi sequer discutido por Iris.

Na manhã desta terça-feira, sindicalistas fizeram uma última tentativa de contato com o prefeito, aproveitando-se de um evento do qual ele participava na porta do Paço para cercá-lo e constrangê-lo. Irritado, o prefeito desconversou e disse que no momento oportuno receberá uma comissão para negociar o aumento.

Confira a pauta de reivindicações do movimento:

Além do pagamento da Data-Base na pauta constam outras 15 reivindicações: instalação de uma Mesa de Negociações permanente; garantia de 100% de funcionamento de todos os serviços da Prefeitura; não à terceirização dos serviços prestados pelo município; pagamento no último dia do mês trabalhado; aplicação das progressões dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários; pagamento das diferenças salariais; atualização do repasse das consignações descontadas nos contracheques dos servidores; aplicação de todos os direitos (titulação, licença prêmio, insalubridade, etc); funcionamento do  Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas), pagamento do débito da Prefeitura junto ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Goiânia (IPSM); condições de trabalho e assistência; concurso público; transparência nos dados da Prefeitura; medidas concretas de segurança para os servidores; e vale-alimentação compatível financeiramente com a necessidade do servidor em escala de plantão.