Nunca administrou um carrinho de pipoca, mas quer governar Goiás: dá para levar Danielzinho a sério?

Goiás está mais forte do que nunca: tem a 9ª economia do País e um PIB de R$ 165 bilhões. Você entregaria uma “Ferrari” destas nas mãos de alguém que nunca administrou nem um carrinho de pipoca?

É esta a pergunta que os eleitores terão de responder no ano que vem, se de fato forem confrontados com a candidatura do deputado federal Daniel Vilela (PMDB) a governador. Consta no seu currículo apenas que foi jogador de futebol – um perna de pau, por sinal, que não passou do banco de reservas.

O que representa Danielzinho? Por trás dele e do engalanado discurso de renovação está uma oligarquia que tem poder há 30 anos. Daniel é filho de um ex-governador cujo legado foi a venda da Usina de Cachoeira Dourada, a galinha dos ovos de ouro da Celg.

O discurso agressivo de Danielzinho esconde um político que nunca teve que trabalhar de verdade. É alguém se acovardou ao ser chamado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM) de “filhinho de papai”, no último sábado, em Jaraguá.

Que, nos poucos anos como parlamentar, notabilizou-se pelo projeto que deu milhões de presente para uma empresa de telefonia (Oi) e pela relatoria da reforma trabalhista, que talhou direitos de brasileiros que, ao contrário dele, não nasceram em berço de ouro.

Daniel foi eleito até hoje nas costas do pai. Quer o governo de Goiás porque se cansou dos brinquedos que já tem. Caberá a você, leitor, decidir se ele pode brincar de governador.