Conserto da ciclovia da morte, em Goiânia, é adiado pela prefeitura para 2018

Apelidada por grupos de pedal como “ciclovia da morte”, depois que um ciclista acidentou-se nela e morreu, a ciclofaixa da Avenida Universitária ainda terá de esperar pelo menos até 2018 para receber os reparos que demanda. A informação é do secretário municipal de Trânsito, Fernando Santana, e foi publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Popular.

“Provavelmente vai ficar alguma coisa para o ano que vem. Pegamos a prefeitura em uma situação arrasada e tivemos que caminhar aos poucos, estamos fazendo o possível’, diz Fernando. A vítima do “acidente” (é possível chamar de acidente algo provocado por irresponsabilidade humana?) chamava-se João Henrique Pacheco, e era cineasta. As causas da morte não foram totalmente elucidadas, mas desconfia-se que ele desequilibrou-se em um dos buracos abertos na via e chocou-se, em seguida, com um motociclista que fugiu do local.

A ciclofaixa da Avenida Universitária foi a primeira a ser feita em Goiânia, ainda na gestão do ex-prefeito Paulo Garcia (PT). O buraco que ocasionou a morte do ciclista foi tampado pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) na semana passada, mas o repórter Vandré Abreu, que assina a reportagem desta quarta-feira, diz que há ainda inúmeros outros reparos a serem feitos nos 2,5 quilômetros da via.

“Há diversas falhas e problemas no concreto da vida. Nos cruzamentos com as avenidas perpendiculares há falhas na sinalização e pintura das ruas que demonstram a passagem das bicicletas”, diz o texto.