Oposição foi derrotada em todas as CPIS da história da Assembleia. E vai ser de novo

Daqui a 90 dias, a CPI da Farsa dos Grampos vai concluir seus trabalhos com um relatório apontando que não há nenhum, mas nenhum mesmo, fato concreto que comprove a realização de grampos telefônicos ou de internet em Goiás.

Pode até entender que as únicas vítimas a terem seu sigilo de internet quebrado foram o jornalista Luiz Gama e a sua esposa Eni Aquino.

O presidente da CPI e o relator serão indicados pela bancada governista. Mas nem precisava. Não há, como disse nota oficial do Ministério Público Federal, qualquer evidência de que alguém foi grampeado.

Diz uma lenda “legislativa” que CPI é arma da minoria. Não é.

CPI é arma da maioria, que é quem controla o jogo da investigação devido ao seu peso numérico. Até hoje, na Assembleia, nenhuma CPI polêmica chegou ao seu final com resultado favorável à bancada de oposição. É ingenuidade dos deputados, como Mauro Rubem ou dona Iris Araújo, que pressionou o diretório do PMDB para exigir que os deputados peemedebistas assinassem um requerimento , achar que vão desgastar o governo nas sessões da CPI, porque há outro fato incontestavelmente histórico: a imprensa não cobre os trabalhos da qualquer CPI, por excesso de monotonia. CPI em Goiás vira rotina e, para rotina, não há espaço nos meios de comunicação.

Essa CPI da Farsa dos Grampos, além de verdadeiro tédio, é totalmente previsível quanto ao seu resultado.

Mais um atestado a favor do governador Marconi Perillo.