Incentivos fiscais: Adial reconhece que não enfrentou debate sobre mudanças como deveria e que ficou no prejuízo

Dois dias após a sanção do projeto de lei que mudou a legislação dos incentivos fiscais estabelecida pelo Produzir/Fomentar, a Adial Goiás (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado) admite publicamente que não enfrentou o debate sobre as mudanças como deveria e que ficou no prejuízo com a revisão.

Em entrevista ao jornal O Popular nesta quinta-feira, o presidente da Adial Goiás, Otávio Lage de Siqueira Filho, reconhece que perdeu o debate: “Não tivemos condições de discutir o projeto, que ficou diferente do que imaginávamos”. Segundo Otavinho, apesar das diversas reuniões sobre o tema com Caiado e seus auxiliares na área econômica, entre eles deputado estadual Lívio Luciano (MDB), relator da revisão, “restaram inseguranças jurídicas para as empresas de diversas áreas”.

O senador e governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) impôs sua narrativa de que os incentivos beneficiam um pequeno grupo de empresários milionários com a redução de impostos, em prejuízo dos cofres públicos. Assim, assegurou a revisão das regras, que representarão incremento de R$ 1 bilhão no Tesouro Estadual em 2019, às custas de perda de competitividade econômica, perda de empresas, corte de empregos e insegurança jurídica para quem investe ou pretende investir em Goiás.