Supersecretária da Economia cai em descrédito total com servidores ao receber supersalário já no primeiro mês de governo

Está carregado de significado e de implicações o polêmico pagamento do supersalário de janeiro para a supersecretária e primeira-ministra forasteira da Economia de Ronaldo Caiado (DEM), Cristiane Schmidt. Vale sempre repetir que os R$ 42 mil, referentes ao salário, ao 13.º e ao auxílio-hospedagem são absolutamente legais, mas:

1 – É um escárnio que a supersecretária receba salário e 13.º mesmo tendo defendido com unhas e dentes o calote na folha de dezembro. Vale lembrar que o Estado paga o benefício no mês do aniversário e, portanto, o calote pegou milhares de servidores duas vezes;

2 – É curioso que a supersecretária invoque uma conquista salarial dos governos de Marconi Perillo – o 13.º pago no mês do aniversário – para justificar a legalidade do vencimento. Isso porque desde que assumiu, Schmidt vem atribuindo ao tucano toda a responsabilidade pelo caos fiscal que apregoa;

3 – Schdmit e Caiado poderiam ter optado por pagar o 13.º salário para os servidores que ainda não receberam o benefício, até como forma de equiparar a situação salarial dos servidores. O calote do 13.º é infração trabalhista gravíssima.